5.2.12

Neste mês #1





Oi gente!


Desde o inicio do ano, mais precisamente desde minha última compra, eu decidi que só voltaria a comprar livros quando tivesse lido metade do que está acumulado aqui em casa. Já faz quase um mês que eu não compro absolutamente nada e sinceramente, não tenho sentido a falta que eu achei que fosse sentir. É como quando eu parei de tomar refrigerante. Para evitar uma recaída, não tenho entrado no submarino e nem lido os e-mails de promoções que chegam para mim. Sociedade Secreta (o livro mais desejado por mim no momento) pode estar por 9,90 que eu não vou comprar! Estou decidida. Mas Lu, isso não significa que você não possa me dar, ok? 


Então, para facilitar minha vida eu decidi criar uma coluna aqui no blog, que na verdade será a minha meta. Mensalmente eu postarei aqui os livros que lerei. Mas como eu estou estudando e agora sou uma menina trabalhadora, só terei como meta mensal 4 livros. Em média, um por semana. Se eu ler mais, melhor ainda. 


Como eu já estou lendo um livro agora, colocarei neste primeiro post apenas mais 3.
1- Hex Hall

Há 3 anos, Sophie descobriu que não é uma menina como as outras. Ela é uma bruxa e, até agora, isso só lhe trouxe alguns... arranhões! Sua mãe fez tudo o que pôde para ajudar: leu o que conseguiu encontrar sobre bruxas, fadas e magia; procurando consultar o pai ausente de Sophie — um poderoso feiticeiro europeu — só quando necessário. Até que a menina atrai atenção além da conta depois de um feitiço de amor poderoso demais... E é seu pai que define a sentença: Sophie deve ir para Hex Hall, um reformatório afastado de tudo e de todos que está sempre de portas abertas para receber qualquer “prodígio” que saia da linha — ou seja, além de bruxas como Sophie, fadas, metamorfos etc. E a tendência de Sophie para encrencas não decepciona. Já no fim do primeiro dia, ela acumula problemas: três poderosas inimigas que mais parecem supermodelos, uma fantasma que cisma em persegui-la, uma paixonite idiota pelo feiticeiro mais charmoso da escola — e ele tem namorada, mas como Sophie poderia saber? Para piorar, sua companheira de quarto é a pessoa mais odiada do campus, e a única vampira entre os alunos... Sim, os sanguessugas não têm boa fama, e uma série de ataques a estudantes acaba fazendo da única amiga de Sophie a suspeita número um na mira do Conselho e da direção da escola. Isso não é tudo, e Sophie precisa se preparar. Uma antiga sociedade secreta determinada a destruir todos os prodígios, inclusive e principalmente ela, parece estar mais próxima do que nunca de Hex Hall. Sophie terá de descobrir, do que sua magia é capaz e, sobretudo, suas origens e quem ela é de verdade. 
 2- A vida em Tons de Cinza

1941. A União Soviética anexa os países bálticos. Desde então, a história de horror vivida por aqueles povos raras vezes foi contada. Aos 15 anos, Lina Vilkas vê seu sonho de estudar artes e sua liberdade serem brutalmente ceifados. Filha de um professor universitário lituano, ela é deportada com a mãe e o irmão para um campo de trabalho forçado na Sibéria. Lá, passam fome, enfrentam doenças, são humilhados e violentados. Mas a família de Lina se mostra mais forte do que tudo isso. Sua mãe, que sabe falar russo, se revela uma grande líder, sempre demonstrando uma infinita compaixão por todos e conseguindo fazer com que as pessoas trabalhem em equipe. No entanto, aquele ainda não seria seu destino final. Mais tarde, Lina e sua família, assim como muitas outras pessoas com quem estabeleceram laços estreitos, são mandadas, literalmente, para o fim do mundo: um lugar perdido no Círculo Polar Ártico, onde o frio é implacável, a noite dura 180 dias e o amor e a esperança talvez não sejam suficientes para mantê-los vivos. A vida em tons de cinza conta, a partir da visão de poucos personagens, a dura realidade enfrentada por milhões de pessoas durante o domínio de Stalin. Ruta Sepetys revela a história de um povo que foi anulado e que, por 50 anos, teve que se manter em silêncio, sob a ameaça de terríveis represálias. 

3- A Guardiã da Minha Irmã
Concebida por meio de uma fertilização in vitro, Anna foi trazida ao mundo para ser uma combinação genética para a sua irmã mais velha, Kate, que sofre de leucemia promielocítica aguda. Aos 15 anos, Kate passa a sofrer de insuficiência renal. Anna sabe que se doar seu rim, ela terá uma vida limitada. Ciente de que terá de doar um de seus rins para sua irmã, Anna processa os pais para obter emancipação médica e direito sobre seu próprio corpo.



Tenho que confessar que o livro que estou mais ansiosa para ler é A Guardiã da Minha Irmã. Há muito tempo eu queria esse livro por dois motivos: por ter gostado muito do filme e por achar a Jodi uma ótima escritora. Mas tenho certeza que os outros dois também serão ótimos! :)

Espero que tenham gostado e que eu realmente cumpra essa meta! hehe
1.2.12

Trecho de Terça #1

Como o nome já sugere, essa postagem deve ser feita nas Terças- Feiras, e ela realmente foi feita em uma. Acontece que ontem eu estava sem internet, a fiz, mas não pude publicá-la. Por isso, se o dia for realmente mais importante que o conteúdo publicado, finjam que hoje é Terça, por favor. :)

TRECHO DE TERÇA (do inglês Teaser Tuesday) é um meme adaptado de blogs americanos, cujo objetivo é postar um trecho sem spoiler do livro que estou lendo no momento. 
Nunca disse a ninguém que tenho medo de avião. É que parece tão idiota! E, puxa, não é que eu tenha fobia nem nada. Não que eu não consiga entrar no avião. É que... se pudesse, só ficava na terra.

Antigamente eu não sentia medo. Mas nos últimos anos fui ficando cada vez mais nervosa. Sei que é totalmente irracional. Sei que milhares de pessoas andam de avião todo dia e é praticamente mais seguro do que ficar deitada na cama. A gente tem menos chance de sofrer um acidente aéreo do que... do que achar um homem em Londres, ou algo do tipo.

Mas mesmo assim. Simplesmente não gosto 
Enquanto decolávamos eu contei muito devagar, com os olhos fechados, e isso meio que deu certo. Mas fiquei sem fôlego mais ou menos o 350. Então fico só sentada, bebericando champanhe, lendo uma matéria na Cosmopolitan sobre “30 coisas para fazer antes de você fazer 30 anos”. Estou me esforçando um bocado para parecer uma alta executiva de marketing na classe executiva. Mas, ah, meu Deus. Cada sonzinho minúsculo me assusta; cada tremor me faz prender o fôlego.

Com um verniz externo de calma, pego o cartão plastificado de instruções e passo o olhar por elas. Saídas de emergência. Posição cabeça entre as pernas. Se for necessário colete salva-vidas, por favor ajude primeiro os idosos e as crianças. Ah, meu Deus...

Por que eu estou olhando isso? Em que vai me ajudar ficar olhando as imagens de pessoazinhas pulando no oceano com o avião explodindo atrás? Enfio as instruções de segurança rapidamente de volta na bolsa da poltrona e tomo um gole de champanhe. 


Algumas pessoas já tinham me dito que esse livro era muito é engraçado, e ele realmente é. Emma passa por cada coisa...

Eu sei que o certo é (além de postar em uma terça - feira) escolher um trecho só. No entanto, eu escolhi desses dois porque acho que eles se completam, neles Emma descreve tudo que eu sinto: Eu não tinha medo de avião (adorava viajar quando era criança), só comecei a sentir de uns tempos pra cá. Sei que é totalmente (ou quase totalmente) sem sentido, já que é um dos transportes mais seguros. Sempre fico contando ou repetindo frases que me acalmem ou me deixem com a mente fixada em outra coisa. Assusto-me com cada ruído. E o mais engraçado é que eu SEMPRE pego o cartão de instruções para ler, e depois fico mais apavorada ainda pensando no que eu faria. Isso não é nenhum pouco engraçado quando eu estou vivenciando, quando eu estou presa naquele treco a milhares de metros do chão.

Apesar de tudo, quando estava lendo os capítulos que narram a viagem de Emma, eu não contive o riso. Ri do meu próprio medo... vai entender! Agora, uma coisa é certa: se eu tivesse feito a viagem que ela fez, não teria chegado viva ao meu destino.

Espero que tenham gostado. Eu estou me divertindo muito com esse livro. Acho que farei posts como esse mais vezes. Mas prometo publicá-los em uma Terça – Feira - não -imaginária. O que acham?
26.1.12

Filme: Confusões em Família.



Título original: (City Island)
Lançamento: 2009 (EUA)
Direção: Raymond De Felitta
Atores: Andy Garcia, Dominik García-Lorido, Julianna Margulies, Emily Mortimer.
Duração: 100 min
Gênero: Comédia
Classificação: 3/5


Oi meus fofinhos! Hoje eu trago a vocês um post sobre algo que eu falei poucas vezes aqui no blog: filmes.

Eu amo ver filmes assim tanto quanto amo ler, mas no ano passado eu fiquei sem tempo e meio preguiçosa e acabei vendo menos do que o de costume. Dificilmente baixava ou alugava, só assistia no cinema e comprei menos DVDs do que eu costumava comprar – para a felicidade da minha mãe. Até meu perfil no Filmow ficou abandonado.

Mas atualmente eu estou em uma fase meio confusa quando o assunto é livros, acreditem se quiser. Há 3 semanas eu pego um livro, começo a ler, paro e pego outro, começo a ler, paro e pego outro... mas resolvi que vou aquietar o facho (como diria minha sábia voinha) e terminar de ler o Segredo de Emma Corrigan. Por isso ando sumida daqui. Perdoem-me, again. Eu estou sem criatividade, paciência, tempo (como sempre) e tudo que uma pessoa precisa para escrever (sobre) algo.

Enfim, vamos falar sobre o que realmente interessa!

Hoje, indico a vocês um filme pouco conhecido, que trata sobre os problemas presentes em todas as famílias, ou em quase todas: City Island, ou como preferiram chamar em Português, Confusões em família (vergonha alheia).

Toda família tem seus segredos e problemas, mas os da família Rizzo aparentam ser mais sérios. Vince, o pai, tem um filho fora do casamento e faz aulas de teatro enquanto sua mulher, meio louca e bipolar, acha que ele está jogando cartas com os amigos. A filha faz todos da família acreditarem que ela é uma universitária séria e estudiosa, mas na verdade trabalha como Stripper. E o filho mais novo, que parece ser o mais normal, é, na verdade, um tarado por gordinhas.

Confusões em família é um filme que alterna cenas de drama e comédia. No começo, você pode achá-lo até meio sem graça, mas o final compensa a estória toda. Joyce Rizzo sem dúvidas é minha personagem favorita, mas eu sou meio suspeita em falar, já que a Julianna Margulies é umas das minhas (3) atrizes favoritas.

Esse não é um dos melhores filmes que eu vi, mas é um filme que acho que merece ser visto. Não é aqueles que vou dizer que você DEVE ASSISTIR HOJE DE QUALQUER MANEIRA (a não ser que você goste da Julianna Margulies tanto quanto eu), mas quando você tiver uma oportunidade, assista! Ele irá te arrancar boas risadas.

P.S.: Eu pretendo falar mais sobre filmes aqui. Não vou determinar uma data fixa porque isso nunca funciona comigo, mas logo logo voltarei com mais dicas. O que acham?


12.1.12

O Pacto - Jodi Picoult



Título: O Pacto
Autor(a): Jodi Picoult
ISBN: 9788576652762
Editora: Planeta
Páginas: 397
Classificação 5/5.

Um romance arrebatador, que hipnotiza o leitor da primeira à última página. A consagrada Jodi Picoult narra a história do casal Emily Gold e Chris Harte, que se conhecia desde o primeiro dia de vida. A amizade das duas famílias parecia ser das coisas mais sólidas do mundo. Ninguém se surpreendeu quando os dois começaram a namorar. Pareciam ter nascido um para o outro. Mas tudo desmoronou numa madrugada, quando Emily morreu com um tiro na cabeça bem ao lado de Chris, encontrado desmaiado pela polícia. Assassinato? O menino garante que havia um pacto de suicídio entre ele e a namorada. Ambos deveriam ter morrido naquela noite. Alguém falhou. Onde está a verdade?


Emily Gold e Christopher Harte são inseparáveis, assim como suas famílias. Desde que se conheceram, ou seja, desde que nasceram, eles construíram uma relação de amor e amizade muito forte. Os dois eram tão ligados que quando crianças, um caía e o outro chorava de dor. Um foi o primeiro amor do outro e, no caso de Emily, também o último.

Entretanto, tudo muda quando Emily é encontrada morta e ao lado dela está Chris, desmaiado. Assassinato ou suicídio? A hipótese de que Chris possa ter matado Emily destrói as famílias de ambos e acaba com a amizade existente entre os Gold e os Harte.

Em O Pacto, Jodi Picoult narra uma estória extremamente instigante, que nos prende completamente ao livro. Os capítulos alternam entre "Antes", contando a história dos Gold e Harte antes da tragédia, e "Agora", que nos mostra o que aconteceu após a morte de Emily. Ao longo da leitura milhares de perguntas se formam em nossas cabeças, e nós ansiamos pelas respostas. As cenas são extremamente bem elaboradas, de forma que não achamos nada desnecessário. Tudo contribui para que nós não tenhamos certeza – podemos até desconfiar, mas não, ter certeza – do que realmente aconteceu, para que o fim não seja previsível.


O final do livro é emocionante, as cenas do julgamento de Chris me fizeram vibrar - e até interpretar hehe, mas isso não vem ao caso. O sofrimento de todos os personagens, cada um a seu modo, mexeu muito comigo e deixou meus olhos cheios de lágrimas. Sofri por Emily e, principalmente, por Chris. Como eu falei, ele foi o único amor dela, mas também acho difícil alguém amar, como Chris amou Emily, duas vezes.

Eu comprei o livro graças à indicação de um vendedor da livraria, mas não estava muito interessada nele. Passei anos olhando-o na prateleira e sempre pegando outro para ler em seu lugar. Até que em Abril de 2010 eu decidi lê-lo. O engraçado é que SEMPRE que eu deixo algum livro de lado, ele vem e me surpreende. Eu não esperava muita coisa de O Pacto, daí ele se torna um dos meus favoritos.
Dá uma chance a ele, vai!