Autor(a): Rachek Hawkins
ISBN: 9788501086075
Editora: Galera Record
Páginas: 303
Classificação: 4/5 Há 3 anos, Sophie descobriu que não é uma menina como as outras. Ela é uma bruxa e, até agora, isso só lhe trouxe alguns… arranhões! Sua mãe fez tudo o que pôde para ajudar: leu o que conseguiu encontrar sobre bruxas, fadas e magia; procurando consultar o pai ausente de Sophie — um poderoso feiticeiro europeu — só quando necessário. Até que a menina atrai atenção além da conta depois de um feitiço de amor poderoso demais… E é seu pai que define a sentença: Sophie deve ir para Hex Hall, um reformatório afastado de tudo e de todos que está sempre de portas abertas para receber qualquer “prodígio” que saia da linha — ou seja, além de bruxas como Sophie, fadas, metamorfos etc. E a tendência de Sophie para encrencas não decepciona. Já no fim do primeiro dia, ela acumula problemas: três poderosas inimigas que mais parecem supermodelos, uma fantasma que cisma em persegui-la, uma paixonite idiota pelo feiticeiro mais charmoso da escola — e ele tem namorada, mas como Sophie poderia saber? Para piorar, sua companheira de quarto é a pessoa mais odiada do campus, e a única vampira entre os alunos… Sim, os sanguessugas não têm boa fama, e uma série de ataques a estudantes acaba fazendo da única amiga de Sophie a suspeita número um na mira do Conselho e da direção da escola. Isso não é tudo, e Sophie precisa se preparar. Uma antiga sociedade secreta determinada a destruir todos os prodígios, inclusive e principalmente ela, parece estar mais próxima do que nunca de Hex Hall. Sophie terá de descobrir, do que sua magia é capaz e, sobretudo, suas origens e quem ela é de verdade.
Ao longo de seus 16 anos Sophie já morou em vários lugares
diferentes. Tudo isso por não ser uma garota como qualquer outra, por ser uma
bruxa, e como ela viria a descobrir, uma das mais poderosas.
A estória começa quando Sophie tenta ajudar uma amiga a
conquistar o cara de seus sonhos, só que de um jeito bem incomum, fazendo um
feitiço. Como é de se esperar, Sophie, atrapalhada que só ela, acaba causando
uma confusão na festa da escola. E, por isso, é enviada para um internato para prodígios
(bruxos, metamorfos, fadas e outros seres cheios de magia), o Hecate Hall – ou Hex
Hall.
Logo em seu primeiro dia na sua nova escola, Sophie
conhece um garoto lindo – que tem namorada -, suas três inimigas e se torna
amiga e companheira de quarto da única vampira - e garota mais odiada - de Hex
Hall, Jenna, que além de tudo está sendo acusada de assassinato.
Eu estava com bastante vontade de ler esse livro, já
que adoro estórias sobre bruxas e que tinham me dito que Hex Hall era super
legal. Bem, como costuma acontecer quando temos expectativas altas, eu me
decepcionei.
O início da estória é bem parado, não acontece nada de
muuuito interessante durante as 120 primeiras páginas. Mas como a leitura era
leve e nada cansativa, não perdi as esperanças e continuei lendo. Ainda bem, porque
depois dessas paradíssimas 120 páginas as coisas só tendem a melhorar. Sophie
descobre coisas sobre sua família, coisas que jamais poderia imaginar. Conhece
uma nova ‘amiga’ e novos acontecimentos começam a assombrar a vida dos alunos.
O final, de tirar o fôlego, deixa uma brecha para o que
vai acontecer no próximo livro. Fiquei boquiaberta com tudo o que aconteceu e,
finalmente, acreditei que a leitura valeu à pena.
O livro é narrado em primeira pessoa. Eu não costumo
gostar desse tipo de narrativa, pois geralmente acho que a protagonista acaba
ficando enjoada e cheia de lamentações. Mas não foi isso que aconteceu com
Sophie. Poucas vezes ela se lamentou, na maior parte do livro foi muito espirituosa.
Além de Sophie, os outros personagens são adoráveis. Principalmente
Jenna – apesar de ser meio dramática - e Acher – apesar de não ter deixado
claro quais eram suas intenções ainda nesse livro -, que carregam o dom da ironia consigo.
Hex Hall não é a maravilha que eu imaginei que fosse,
mas é um livro bom. É engraçado, leve, com muita magia e um toque de romance.
É uma leitura que flui, indicada àqueles que estão cansados de livros cheios de
drama, pesados demais. Provavelmente, será/foi melhor ainda para aqueles que
lerão/leram sem tantas expectativas.

